Por Iara Avila 12 de janeiro 2023
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Saiba como começar a investir em criptomoedas e como proteger seus investimentos

O mercado de criptomoedas vem ganhando cada vez mais força entre os investidores mundo afora, atraindo um grande público inclusive no Brasil. Apesar disso, investir em cripto exige um certo cuidado, já que não se trata de um tipo de ativo adequado a qualquer perfil de investidor.

Assim como qualquer ativo de renda variável, investir em cripto exige uma certa preparação para lidar com variações de patrimônio constantes. No entanto, no mercado de criptomoedas essas variações costumam ser ainda mais bruscas, o que acaba assustando muito investidores.

Ao mesmo que essa enorme volatilidade pode afugentar grande parte dos investidores durante períodos de forte queda, ela pode ser excelente oportunidade de ganhos exponenciais durante os momentos de fortes altas. Sendo assim, é muito importante entender quais são os cuidados na hora de investir em criptomoedas.

Como funcionam as criptomoedas?

O primeiro passo antes de tomar qualquer decisão de investir em cripto é entender como de fato elas funcionam. A tecnologia envolvida nas criptomoedas é a blockchain, uma rede descentralizada que independe de intermediários, como bancos ou outras instituições financeiras. Dentro dela, é possível criar uma carteira que irá contar com uma chave pública, uma chave privada e um endereço, os quais permitem que possam ser realizadas transações com outras carteiras por meio da blockchain.

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Para enviar e receber criptomoedas, existem “chaves públicas” e “chaves privadas”. As chaves públicas são utilizadas para que se receba transações, de modo semelhante à função dos dados de uma conta bancária. Já a chave privada é como se fosse a senha dessa conta.

Ter acesso à chave privada é a única maneira de garantir que se é o dono dos criptoativos. Caso o acesso à chave privada seja perdido, não é possível recuperar as criptomoedas adquiridas. Por conta disso, alguns têm a preferência de delegar a função de custodiar a chave privada para outras instituições financeiras.

Existem diferentes formas de investir no mercado de criptomoedas. Isso porque a compra dos ativos pode ser feita de forma direta ou indireta. De maneira direta, a aquisição pode ser feita por “peer to peer” (P2P), ou seja, de pessoa para pessoa, ou então através das corretoras, conhecidas nesse mercado como “exchanges”. 

Entre as instituições financeiras em que é possível comprar criptomoedas, algumas delas possibilitam que os ativos sejam transferidos para uma carteira própria do cliente, enquanto outras, que têm acesso à chave privada dele, acabam não permitindo a realização desse “saque”.

Ainda existe a possibilidade de que se invista de forma indireta no mercado de criptomoedas, ou seja, a pessoa está exposta a variação desses ativos em seu portfólio, mas sem ter de adquiri-los de fato. Esse é o caso dos fundos de investimento e ETFs, por exemplo. 

Nos fundos de investimento, um gestor vai escolher as criptomoedas e a quantia a ser comprada e vendida. Já os ETFs buscam replicar algum índice de referência.

Quais os cuidados na hora de investir em criptomoedas?

Existem milhares de criptomoedas no mercado. No entanto, a esmagadora maioria delas acabam sendo projetos que não se sustentam no longo prazo. As duas principais criptomoedas do mercado são Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), que se mostraram resilientes durante diversos ciclos de baixa, embora não estejam isentas de riscos.

Um dos principais riscos do mercado de criptomoedas são os golpes e pirâmides financeiras que se utilizam desse mercado para aplicação de práticas criminosas.

Isso não significa que criptomoedas de modo geral sejam pirâmides ou golpes, mas sim que criminosos se aproveitam da falta de conhecimento das pessoas quanto a esse mercado ainda bastante novo para realizar a aplicação de golpes que independem dos projetos desses ativos.

Muitas empresas dizem vender criptoativos, quando, na verdade, por trás da operação não há uma compra real sendo realizada por eles. Geralmente utilizam o dinheiro para outros fins. Desse modo, é sempre importante verificar se a instituição financeira é confiável, sobretudo se a chave privada for custodiada pela instituição financeira escolhida.

Outro ponto de atenção ao investir em cripto é a volatilidade do preço das criptomoedas.  Muitos investidores acabam comprometendo o dinheiro que vão precisar no curto/médio prazo em ativos de alto risco. Em meio às oscilações do mercado, estes muitas vezes precisam realizar a venda por um preço menor do que haviam comprado.

Por ser um mercado de risco e bastante volátil, é fundamental que o investidor coloque em cripto aquilo que realmente ele se sente confortável em fazê-lo, de modo que o capital investido não precise ser retirado no curto prazo. Para isso, a construção de uma reserva de emergência, primeiramente, é fundamental.

Ao investir em cripto, alguns projetos são ainda mais arriscados que outros. Sendo assim, opte por ter uma maior exposição a projetos mais consolidados e que de fato tragam uma segurança, tanto do ponto de vista tecnológico quanto em relação ao funcionamento e demanda que o projeto atende.

Após a elaboração de uma carteira diversificada, o ideal é ir investindo gradualmente, com aportes mensais, ou até mesmo semanais, caso assim desejar. Com esse método, é possível aproveitar os momentos de queda do mercado para investir em cripto de forma mais barata, melhorando o seu “preço médio”.

Vale destacar que é um mercado bastante novo e que se encontra em desenvolvimento. Não necessariamente, só por uma moeda ter um aumento relevante de preço significa que ela tem valor, ou que ela vai continuar com essa constância.

Ainda existe um longo caminho a ser percorrido, sobretudo no que se refere à regulação de todo esse ecossistema. Por outro lado, essa fase inicial gera muitas possibilidades e campos ainda não explorados para investir em cripto.

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