Como a inflação afeta os investimentos no dia a dia?

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Entenda quais os conceitos e definições da inflação e como medi-la para investir

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos e serviços. É o famoso pãozinho da padaria, que há alguns anos era possível comprar com uma moedinha de R$1,00, porém, hoje em dia são necessárias mais algumas moedinhas para comprar o mesmo pão. Mas, você sabe como a inflação afeta os investimentos?

Antes de entrar mais a fundo no tema, é preciso explicar o conceito mais importante da economia mundial: a lei da oferta, também conhecida como lei da oferta e procura. 

Como funciona o cálculo da inflação?

Na intenção de vender um produto, o vendedor faz um valor mais baixo no início da venda. À medida que o dia vai passando, a procura pelo produto pode subir.

Com isso, o vendedor aumenta o preço até as pessoas não comprarem mais, justamente pela elevação dos preços, fazendo o vendedor diminuir os valores para reacender a procura.

Logo, é importante ter esse conceito em mente, a oferta e a procura, porque essa relação entre oferta e demanda guiará o rumo da inflação. Os preços variam de acordo com a oferta e demanda, e essa variação é a inflação.

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Como o Banco Central controla a inflação?

A inflação é um termômetro da economia, por isso, o Banco Central do Brasil é o responsável por controlá-la, a fim de estabilizar o mercado interno. 

Através do ajuste da Selic – a taxa oficial de juros do Brasil – o Banco Central propõe uma meta de juros que, na prática, é a principal ferramenta para conter o aumento da inflação.

Saiba mais sobre a taxa Selic e como ela afeta os investimentos

Na compra de um produto parcelado, por exemplo, as parcelas têm juros. Quando o Banco Central aumenta a Selic, os juros do parcelamento aumentam e, consequentemente, fica mais caro para o consumidor que tende a consumir menos.

Eventualmente, a inflação também pode ficar abaixo da meta, e quando isso ocorre há a diminuição da taxa de juros, para que o produto fique mais barato e incentive os gastos do consumidor.

Qual a relação da inflação com os investimentos?

Existem investimentos atrelados à inflação que são os únicos que garantem um rendimento real. O rendimento real é o quanto a aplicação rende em comparação a inflação. 

Se o investimento rendeu 10% e a inflação ficou em 5%, há rentabilidade positiva de 5%. É possível colocar o capital em investimentos que garantem essa rentabilidade real através de títulos de renda fixa, por exemplo. 

Na plataforma do tesouro direto, temos o tesouro IPCA. Nele há rentabilidade do IPCA, ou seja, a inflação oficial do Brasil mais uma taxa, por exemplo: 4%, 5%, 6%. Logo, esse título sempre terá uma rentabilidade acima dela. 

Outra opção de investimento que garante o rendimento real são os CDBs atrelados ao IPCA. Simples e emitidos por um banco, garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito, disponibiliza uma rentabilidade acima do tesouro direto.

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