Renda fixa traz segurança aos brasileiros após Selic atingir 11,75%

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Mesmo sendo indicada para perfis conservadores, renda fixa também apresenta riscos para o investidor

A renda fixa é um tipo de investimento que te traz, principalmente, dois benefícios: segurança e proteção.

Com as recentes mudanças promovidas pelo Copom, elevando a taxa Selic para 11,75% ao ano, essa modalidade chama a atenção dos investidores por estar rendendo 1% ao mês.

A Selic em dois dígitos, somada à expectativa de alta na inflação, faz com que os títulos em renda fixa se tornem mais atrativos. E a rentabilidade atual dos investimentos dificilmente é encontrada em outras aplicações com mais risco presentes no mercado.

A longo prazo, investimentos em renda fixa podem ter diversas vantagens, como mostrar os ganhos que terá no momento da aquisição dos títulos até o vencimento deles.

No entanto, isso também vai depender de qual tipo de rendimento a renda fixa escolhida terá, os tipos possíveis são: pós-fixado, prefixado e híbrido. 

No cenário econômico atual do Brasil, as opções prefixadas passam a ganhar um pouco mais de relevância pela alta da taxa básica de juros.

Normalmente estes investimentos costumam ser mais arriscados por travar o rendimento no momento da compra dos títulos. 

Atualmente, enquanto os rendimentos dos títulos pós-fixados irão acompanhar as taxas de juros, as aplicações com juros prefixados começam a chamar atenção pela vantagem de poder travar uma taxa até o vencimento.

Isso fica atrativo em momentos nos quais os juros estão em alta, antes de começarem a cair. 

Porém, mesmo que os títulos possam proteger o valor investido de imprevisibilidade, também existem riscos que eles podem criar, caso o investidor não esteja atento às escolhas que faz.

Para contornar isso, as diversas modalidades de rendimento desta categoria servem para blindar a carteira do investidor contra a alta descontrolada da inflação ou da taxa de juros, utilizando-os como referência para sua remuneração.

Leia também: Investimentos no primeiro trimestre: o que esperar nos próximos meses de 2022?

Investimentos em renda fixa possuem riscos?

Existem vários riscos relacionados à renda fixa, mas é importante evidenciarmos algumas escolhas equivocadas que podem ser feitas por você.

Como optar sempre por investimentos isentos do IR e a compra de títulos com vencimentos mais curtos quando não há a necessidade de usufruir do dinheiro na data do vencimento. 

É comum encontrar investidores buscando investimentos que não paguem imposto de renda por acreditarem que remuneram mais.

Porém, alguns títulos que pagam imposto podem render mais do que os que não pagam por haver equivalência entre as taxas.

Risco de Crédito

É importante destacar que toda aplicação de renda fixa é uma dívida, ou seja, uma instituição, privada ou pública, que precisa de recursos, emite um título para se financiar.

O risco de crédito é medido pela chance do devedor não honrar com o pagamento.

O primeiro ponto a ser analisado é quem é o emissor desta dívida e qual a chance dele não pagar. Neste caso, podemos ter 3 possibilidades de emissor: Governo, Bancos/Financeiras e Empresas Privadas.

Quando falamos do risco de crédito do Governo, falamos da possibilidade da gestão pública não quitar suas dívidas. No entanto, o Banco Central (BC) é responsável pela emissão de dinheiro.

Portanto, caso se faça necessário, o próprio BC pode emitir mais dinheiro e pagar a dívida.

Quando o devedor é uma instituição bancária, o risco é diferente do que se tratando do governo. Caso o banco não pague os títulos, ocorre a interdição da instituição e a suspensão da negociação de seus títulos. 

Também existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), um seguro no qual toda instituição bancária, ao emitir um título coberto por esta proteção, precisa recolher uma taxa que é alocada em um fundo.

O FGC é acionado quando o banco não consegue pagar o investidor em alguns dos produtos cobertos pela garantia (o fundo cobre investimentos de até R$250 mil por instituição/conglomerado financeiro por CPF, limitado a 1 milhão de reais a cada 4 anos para cada CPF em aplicações realizadas a partir de 2017).

Por fim, a renda fixa privada apresenta mais risco do que os títulos emitidos pelo governo ou por bancos. Nela, caso o emissor não honre com os compromissos, terá de ser analisada as garantias utilizadas na emissão da dívida.

Dentre todas as possibilidades, as garantias podem ser reais, ou até mesmo o nome da própria empresa. 

Se tratando de risco de crédito na modalidade privada, os riscos normalmente são indicados nos títulos através de um ranking de classificação.

Este ranking, também conhecido como Rating de crédito, é uma forma que o mercado financeiro tem de medir a qualidade de pagamento de um emissor de dívida ou a chance de este emissor dar calote. 

Risco de Liquidez

Esse fator é analisado no momento que você resgata o investimento.

Neste caso, é fundamental você se atentar na possibilidade de antecipar o resgate do valor investido. Assim como o risco de precisar usufruir dele antes do vencimento do título. 

Algumas dessas aplicações contam com liquidez diária, ou seja, não há prejuízos na antecipação da data de vencimento. Porém, este risco merece cautela principalmente quando necessário antecipar a data de vencimento.

Se isso acontecer, será necessário que alguma instituição promova a liquidez para você.

Quando isso acontece, ela pode te cobrar um ágio e penalizar seu investimento, podendo fazer com que seu resgate seja menor do que o valor investido.

Risco de Mercado

O risco de mercado acontece quando falamos principalmente de títulos que você pode negociar no mercado secundário ou mercado de balcão. 

Quando você adquire, por exemplo, um investimento de renda fixa com rentabilidade prefixada, e permanece com o investimento até o vencimento, a rentabilidade do período será a rentabilidade contratada no início.

Entretanto, caso seja preciso vender o título antes da hora e ele seja negociável no mercado secundário encontra-se variações na rentabilidade que ele pode oferecer.

Títulos que podem ser negociados no mercado secundário possuem variação em seus preços de acordo com o “apetite” do mercado em adquiri-lo.

Diretamente influenciado pelo risco da empresa e da conjuntura econômica.

Neste caso, quando há o risco de mercado, caso seja calculado, é possível comercializar esses títulos antes da hora. E isso pode produzir uma rentabilidade superior ou inferior à contratada.

Outros fatores que influenciam nos preços e afetam os produtos de renda fixa através do risco de mercado, são fatores como a própria flutuação dos preços das NTN-Bs e LTNs do governo e as expectativas do mercado sobre as curvas de juros e inflação.

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Risco de Reinvestimento

O risco de reinvestimento acontece nos vencimentos dos títulos de renda fixa ou quando estes nos pagam algum cupom (parcela antecipada do rendimento).

É um risco a se considerar, principalmente quando se realiza um planejamento de investimento de longo prazo. 

É fundamental você pensar nisso na hora de investir.

Deve-se considerar que na hora que o título vencer e você receber seu dinheiro de volta, será necessário localizar uma nova aplicação financeira para ele se manter rendendo.

Se considerarmos que a economia obedece ciclos econômicos de altas e baixas de juros, podemos ficar por cima ou por baixo desta curva.

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