Por iHUB 13 de fevereiro 2026
3 minutos de leitura
Leitor automatico
1x
1,5x
2x

Entenda como a queda da Selic impacta o investidor que prefere a renda fixa

Com as projeções econômicas apontando para novos rumos na política monetária, uma dúvida paira sobre a cabeça dos investidores conservadores e moderados: o ano promete queda na Selic, mas será que a renda fixa continua sendo um porto seguro rentável? 

A resposta curta é: sim, mas com estratégia.

Investir em cenários de juros altos é fácil — basta colocar o dinheiro em qualquer CDB pós-fixado e observar os rendimentos. Porém, quando o Banco Central inicia o ciclo de cortes, o investidor inteligente precisa se antecipar para não ver sua rentabilidade derreter.

Neste artigo, vamos analisar o impacto da queda da Selic na sua carteira e onde estão as “pérolas” da Renda Fixa neste novo cenário.

O impacto da queda Selic nos seus investimentos

Primeiramente, para entender o que fazer, primeiro é preciso compreender a mecânica dos juros. A Taxa Selic é a ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando ela sobe, o consumo desaquece; quando ela cai, o crédito fica mais barato e a economia tende a acelerar.

O iHUB Conteúdos possui uma área exclusiva com e-books e planilhas para multiplicar os ganhos como investidor. A entrada na plataforma é gratuita clicando aqui!

Para o investidor de Renda Fixa, a queda na Selic impacta diretamente três grandes classes de ativos:

  1. Pós-fixados (Atrelados ao CDI/Selic): Estes perdem atratividade. Se você tem um CDB que rende 100% do CDI, e a Selic cai de 13% para 9%, seu retorno nominal cai na mesma proporção.
  2. Prefixados: Estes se tornam as “estrelas” do momento. Quem travou uma taxa alta antes da queda, continua ganhando muito acima do mercado.
  3. Indexados à Inflação (IPCA+): Continuam vitais para proteção do poder de compra, mas sofrem oscilações importantes na “marcação a mercado”.

Por que a Renda Fixa não morreu?

Muitos podem decretar o “fim da Renda Fixa” a cada ciclo de baixa, mas isso é um erro conceitual. Mesmo com a queda na Selic, o Brasil historicamente mantém juros reais (juros acima da inflação) elevados em comparação ao resto do mundo. Além disso, a Renda Fixa cumpre papéis que independem da taxa básica estar em 14% ou 8%:

  • Reserva de Emergência: Segurança e liquidez são prioridades, não a rentabilidade máxima.
  • Diminuição de Volatilidade: Ela serve como âncora para carteiras que possuem exposição à Bolsa de Valores.
  • Ganho Real: Títulos IPCA+ garantem que você ganhe acima da inflação, independentemente do cenário econômico.

Além disso, um rendimento de 9% ao ano com uma inflação controlada a 3% é muito melhor do que um rendimento de 13% com uma inflação descontrolada a 10%. Olhe sempre para o Juro Real.

Leia também: 3 ações para investir em 2026

Estratégias para lucrar com a queda Selic

Se o cenário é de queda na Selic, você não deve ficar parado no Tesouro Selic com todo o seu patrimônio. Aqui estão as melhores estratégias para este momento:

1. A vez dos Prefixados

O momento ideal para comprar títulos prefixados (que pagam uma taxa fixa, ex: 11% ao ano) é quando o mercado projeta a queda da Selic, mas ela ainda não aconteceu ou está no início. Você “trava” uma rentabilidade alta hoje. Daqui a dois anos, se a Selic estiver em 8%, seu título continuará rendendo os 11% contratados.

2. O Tesouro IPCA+ e a Marcação a Mercado

Títulos atrelados à inflação costumam ter um componente prefixado (Ex: IPCA + 6%). Quando há uma expectativa de queda na Selic e queda dos juros futuros, esses títulos se valorizam. Existe a chance de vender o título antecipadamente com lucro superior à taxa contratada, devido à valorização do preço unitário do título. Isso é chamado de ganho na marcação a mercado.

3. Crédito Privado (Debêntures, CRIs e CRAs)

Com a taxa caindo, o investidor tende a tomar um pouco mais de risco para manter a rentabilidade. Títulos de dívida de empresas (Crédito Privado) isentos de Imposto de Renda costumam pagar taxas mais atrativas que os títulos bancários (CDBs) e públicos.

O perigo de ignorar a diversificação

Um erro comum durante a queda da Selic é o investidor migrar desesperadamente 100% do capital para a Renda Variável (Ações e FIIs) sem ter perfil para isso, ou travar todo o dinheiro em prefixados longos.

A diversificação continua sendo a regra mais importante. Um portfólio equilibrado para este cenário poderia considerar:

  • Liquidez: Uma parcela menor em Pós-fixados para emergências.
  • Tático: Uma parcela maior em Prefixados e IPCA+ (aproveitando os juros de fechamento).
  • Risco: Uma exposição gradual a Fundos Imobiliários (FIIs), que tendem a se valorizar com a queda dos juros.

O ano promete queda na Selic, e isso é uma boa notícia para a economia produtiva, mas um sinal de alerta para o investidor acomodado. A Renda Fixa continua valendo a pena, desde que você saia do “piloto automático”.

Por fim, deixar de ajustar sua carteira agora pode significar deixar dinheiro na mesa nos próximos anos. Então, avalie os títulos prefixados e atrelados à inflação, e use o movimento dos juros a seu favor.

Ressaltamos que este texto serve somente como informação e não deve ser considerado como uma recomendação para comprar ou vender ativos de nenhuma natureza.

Antes de investir, é importante consultar um especialista. Preenchendo o formulário abaixo, um assessor da iHUB Investimentos, empresa parceira do iHUB Conteúdos, poderá te ajudar a construir uma carteira ideal para o seu perfil.