Por iHUB 26 de maio 2026
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LCI e LCA

LCI e LCA continuam entre os investimentos de renda fixa mais buscados por quem deseja segurança, previsibilidade e maior rentabilidade líquida em 2026.

Em um cenário ainda marcado por juros elevados no Brasil, a comparação com o Tesouro Selic se tornou ainda mais importante para investidores que querem saber onde deixar o dinheiro com menor risco e melhor retorno líquido.

Como temos acompanhado, a Selic passou por um ciclo de juros altos nos últimos anos, chegando a patamares historicamente elevados entre 2025 e 2026.

Esse ambiente favorece aplicações pós-fixadas, como Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs, pois muitas delas acompanham direta ou indiretamente o CDI, taxa que costuma ficar próxima da Selic.

Além disso, dados recentes da B3 mostram a força da renda fixa no portfólio dos brasileiros. Segundo levantamento da bolsa, as LCIs reuniam 2,4 milhões de investidores pessoa física, com saldo de R$ 525,7 bilhões, enquanto as LCAs somavam 2,1 milhões de investidores e saldo de R$ 576,7 bilhões.

Já o Tesouro Direto atingiu cerca de 3,3 milhões de investidores em março, com R$  221,2 bilhões aplicados.

Diante desses números, a pergunta é inevitável: em 2026, LCI e LCA ainda valem mais a pena do que o Tesouro Selic? A resposta depende de três fatores principais: rentabilidade líquida, prazo de resgate e objetivo do investimento. Saiba mais a seguir!

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O que são LCI e LCA?

LCI é a sigla para Letra de Crédito Imobiliário. LCA significa Letra de Crédito do Agronegócio. Em ambos os casos, o investidor empresta dinheiro a uma instituição financeira e recebe juros em troca.

A diferença está no lastro do título. A LCI é vinculada ao setor imobiliário, enquanto a LCA é ligada ao agronegócio. Na prática, para o investidor pessoa física, as duas funcionam de maneira muito parecida, pois são títulos de renda fixa emitidos por bancos, geralmente com rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida.

A modalidade mais comum é a pós-fixada, expressa como um percentual do CDI. Por exemplo, LCI a 90% do CDI, LCA a 93% do CDI ou LCI a 95% do CDI. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser a rentabilidade bruta do título.

No entanto, o grande diferencial das LCIs e LCAs está na isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Até o momento, os rendimentos desses títulos continuam isentos de IR, mesmo após discussões em 2025 sobre uma possível tributação. A proposta de cobrança de 5% sobre novas emissões não avançou, e a regra de isenção permanece válida em 2026.

Como funciona o Tesouro Selic?

O Tesouro Selic é um título público federal negociado pelo Tesouro Direto. Ele acompanha a taxa Selic e é considerado um dos investimentos mais conservadores do mercado brasileiro, pois é emitido pelo governo federal.

Por essa característica, o Tesouro Selic costuma ser muito utilizado para reserva de emergência. Afinal, ele tem liquidez diária, permite aplicações com valores baixos e pode ser resgatado a qualquer momento em dias úteis.

Segundo o próprio Tesouro Direto, o Tesouro Selic é pensado para reserva de emergência e permite resgate integral a qualquer instante, com aplicação mínima acessível.

Entretanto, diferentemente de LCI e LCA, o Tesouro Selic tem cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos. A tributação segue a tabela regressiva da renda fixa:

  • Até 180 dias: 22,5%.
  • De 181 a 360 dias: 20%.
  • De 361 a 720 dias: 17,5%.
  • Acima de 720 dias: 15%.

Além disso, o Tesouro Direto informa que há taxa de custódia de 0,20% ao ano, embora exista isenção dessa taxa para parte do saldo aplicado em Tesouro Selic, conforme as regras vigentes do programa.

Leia também: Tesouro Selic ainda vale a pena?

LCI e LCA x Tesouro Selic: qual rende mais?

Para saber se LCI e LCA rendem mais do que o Tesouro Selic, o investidor precisa comparar rentabilidade líquida, e não apenas a taxa oferecida.

Isso acontece porque uma LCI a 90% do CDI pode render mais do que um título tributado que pague 100% do CDI, dependendo do prazo da aplicação. Como LCI e LCA são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, todo o rendimento contratado fica com o investidor.

Já no Tesouro Selic, o rendimento bruto sofre desconto de IR. Portanto, quanto menor o prazo, maior tende a ser o impacto da tributação.

De maneira simplificada, a lógica é essa:

Uma LCI ou LCA que paga 85% do CDI pode ser equivalente a um investimento tributado que paga aproximadamente 109,7% do CDI no prazo de até 180 dias, considerando IR de 22,5%.

Já para prazos acima de 720 dias, uma LCI ou LCA de 85% do CDI equivaleria a algo próximo de 100% do CDI líquido, já que a alíquota de IR cai para 15%.

Em outras palavras, quando a LCI ou LCA oferece uma taxa competitiva, a isenção fiscal pode tornar o produto mais vantajoso do que o Tesouro Selic em termos de rentabilidade líquida.

Qual taxa de LCI e LCA vale a pena em 2026?

Em 2026, uma boa forma de comparar LCI e LCA com Tesouro Selic é observar o percentual do CDI oferecido pelo título.

Como regra prática, uma LCI ou LCA tende a ser competitiva quando paga:

  • Acima de 80% do CDI para prazos curtos.
  • Acima de 85% do CDI para prazos intermediários.
  • Acima de 90% do CDI para quem deseja maximizar retorno líquido com menor risco de crédito.
  • Acima de 95% do CDI quando o investidor aceita prazo maior ou instituições menores, sempre respeitando o limite do FGC.

No entanto, essa comparação precisa considerar o perfil do emissor. Afinal, uma LCI de banco grande pagando 85% do CDI pode ser mais interessante para um investidor conservador do que uma LCA de instituição menor pagando 98% do CDI, caso ele não queira assumir risco adicional de crédito.

Portanto, a melhor taxa não é apenas a mais alta. É a taxa que entrega boa rentabilidade líquida dentro de um nível de risco adequado para o investidor.

A segurança é a mesma?

Não exatamente, pois o Tesouro Selic tem risco soberano, ou seja, o risco de crédito do governo federal. Por isso, é considerado uma das aplicações mais seguras do país.

Já LCI e LCA têm risco de crédito da instituição financeira emissora. Isso significa que o investidor depende da capacidade do banco de honrar o pagamento no vencimento.

Por outro lado, LCIs e LCAs contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Atualmente, a garantia é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, com limite global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.

Na prática, isso reduz bastante o risco para investidores que respeitam esses limites. Ainda assim, é importante diversificar entre instituições e não concentrar valores acima da cobertura em um único emissor.

Entenda por que a liquidez é o principal ponto a favor do Tesouro Selic

Embora LCI e LCA possam render mais em muitos cenários, o Tesouro Selic tem uma vantagem importante, a liquidez.

O Tesouro Selic permite resgate diário em dias úteis. Por isso, ele costuma ser mais indicado para reserva de emergência, ou seja, aquele dinheiro que precisa estar disponível para imprevistos.

Já LCIs e LCAs podem ter carência mínima e prazo de vencimento. Em alguns casos, o investidor só consegue resgatar o dinheiro no vencimento. Em outros, há liquidez após determinado período.

Portanto, mesmo que uma LCI ou LCA renda mais, ela pode não ser a melhor escolha para todo o dinheiro da reserva. Se o investidor precisar do recurso antes do prazo, pode enfrentar dificuldade para resgatar ou ter que vender o título no mercado secundário, quando disponível.

Por isso, uma estratégia comum é usar o Tesouro Selic para a parte mais imediata da reserva de emergência e LCI/LCA para valores que podem ficar parados por mais tempo.

Quando LCI e LCA valem mais a pena?

LCI e LCA podem valer mais a pena do que o Tesouro Selic quando o investidor busca rentabilidade líquida maior e pode abrir mão de liquidez imediata.

Isso tende a acontecer quando:

  1. A taxa oferecida é competitiva em relação ao CDI.
  2. O prazo do título combina com o objetivo financeiro.
  3. O valor aplicado está dentro da cobertura do FGC.
  4. O investidor não precisa resgatar o dinheiro antes do vencimento.
  5. A instituição emissora tem boa solidez ou faz parte de um conglomerado conhecido.

Nesse cenário, a isenção de IR faz diferença. Por exemplo, uma LCI ou LCA pagando 90% do CDI pode superar o retorno líquido de alternativas tributadas que pagam perto de 100% do CDI, principalmente em prazos mais curtos e médios.

Quando o Tesouro Selic pode ser melhor?

O Tesouro Selic pode ser melhor quando o investidor prioriza liquidez, simplicidade e segurança máxima.

Ele costuma fazer mais sentido para:

  • Reserva de emergência.
  • Dinheiro com prazo indefinido.
  • Valores que podem ser usados a qualquer momento.
  • Investidores iniciantes.
  • Pessoas que preferem evitar análise de risco de bancos.
  • Objetivos de curtíssimo prazo.

Além disso, o Tesouro Selic é mais padronizado. Enquanto LCIs e LCAs variam bastante conforme banco, prazo, liquidez e taxa, o Tesouro Selic tem uma dinâmica mais simples de comparação.

Por isso, a escolha não deve ser apenas “qual rende mais”. A pergunta correta é “qual investimento combina melhor com o prazo e a finalidade do dinheiro?”.

Saiba mais: Vale a pena investir em LCIs?

Como comparar LCI, LCA e Tesouro Selic na prática?

Para comparar corretamente, o investidor deve observar quatro pontos.

O primeiro é a rentabilidade líquida. Como LCI e LCA são isentas de IR, a taxa anunciada já representa o retorno líquido antes de eventuais custos operacionais. No Tesouro Selic, é preciso descontar Imposto de Renda e considerar a taxa de custódia, quando aplicável.

O segundo ponto é o prazo. Afinal, quanto maior o prazo no Tesouro Selic, menor a alíquota de IR. Por isso, a diferença entre Tesouro Selic e LCI/LCA pode diminuir no longo prazo.

O terceiro é a liquidez. Então, se o dinheiro precisa estar disponível rapidamente, o Tesouro Selic tende a ser mais adequado. Se o recurso pode ficar aplicado por meses ou anos, LCI e LCA podem entregar melhor retorno.

O quarto é o risco de crédito. No Tesouro Selic, o risco é do governo federal. Em LCI e LCA, o risco é do banco emissor, ainda que exista cobertura do FGC dentro dos limites estabelecidos.

Vale a pena trocar Tesouro Selic por LCI e LCA em 2026?

Depende. Para quem tem toda a reserva de emergência no Tesouro Selic, não necessariamente vale a pena trocar tudo por LCI ou LCA. Afinal, a liquidez diária é um atributo importante da reserva.

Por outro lado, para quem já tem uma parte do patrimônio disponível para emergências e quer melhorar a rentabilidade líquida da renda fixa, LCI e LCA podem ser alternativas interessantes em 2026.

Em um cenário de juros ainda elevados, esses títulos continuam atrativos, principalmente quando oferecem percentuais competitivos do CDI e prazos compatíveis com os objetivos do investidor.

A decisão mais equilibrada pode estar na combinação dos dois produtos. O Tesouro Selic pode ocupar a parte mais líquida da carteira, enquanto LCIs e LCAs podem ser usadas para objetivos com prazo definido, como viagem, compra planejada, reserva de oportunidade ou diversificação conservadora.

LCI e LCA ainda valem a pena em 2026?

Sim, LCI e LCA ainda podem valer mais a pena do que o Tesouro Selic em 2026, especialmente quando o objetivo é obter maior rentabilidade líquida e o investidor não precisa de liquidez imediata.

A isenção de Imposto de Renda continua sendo o principal diferencial desses títulos para pessoas físicas. Além disso, a cobertura do FGC aumenta a segurança para aplicações dentro dos limites garantidos.

No entanto, o Tesouro Selic segue sendo uma das melhores opções para reserva de emergência, pois combina segurança, liquidez diária e simplicidade.

Portanto, a melhor escolha não é necessariamente excluir um produto em favor do outro. Em muitos casos, a estratégia mais eficiente é usar o Tesouro Selic para liquidez e LCI/LCA para buscar rentabilidade líquida superior em prazos definidos.

FAQ sobre LCI e LCA em 2026

LCI e LCA pagam Imposto de Renda em 2026?

Para pessoas físicas, os rendimentos de LCI e LCA seguem isentos de Imposto de Renda em 2026. Houve discussões sobre tributação em 2025, mas a proposta não foi convertida em lei.

LCI e LCA são mais seguras que Tesouro Selic?

Não. O Tesouro Selic tem risco do governo federal, enquanto LCI e LCA têm risco da instituição financeira emissora. Porém, LCIs e LCAs contam com cobertura do FGC de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, respeitado o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Qual rende mais: LCI, LCA ou Tesouro Selic?

Depende da taxa, do prazo e da tributação. Como LCI e LCA são isentas de IR para pessoas físicas, elas podem render mais que o Tesouro Selic quando oferecem um percentual competitivo do CDI. No entanto, o Tesouro Selic tende a ser melhor para reserva de emergência por causa da liquidez diária.

Ressaltamos que este texto serve somente como informação e não deve ser considerado como uma recomendação para comprar ou vender ativos de nenhuma natureza.

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