3 ações para investir em 2026
Veja ações que podem ter destaque para investir ao longo do ano de 2026
O mercado financeiro em 2026 projeta um cenário de transição. De acordo com o Boletim Focus, a expectativa de início de um ciclo de queda na taxa Selic (estimada para encerrar o ano em 12,25%) e um crescimento moderado do PIB em torno de 1,8% mexe com o cenário econômico. No entanto, o investidor de renda variável precisa ser seletivo.
Contudo, se você busca ações para 2026, o foco deve estar em empresas com resiliência operacional, baixo endividamento e forte geração de caixa para enfrentar o cenário de volatilidade política típico de um ano eleitoral.
3 ações para investir em 2026
A princípio, para montar uma carteira equilibrada, apontamos ativos avaliados pela XP Investimentos que podem combinar o pagamento de dividendos com potencial de valorização em diferentes setores estratégicos.
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1. Itaú Unibanco (ITUB4)
Primeiramente, o setor bancário é historicamente resiliente no Brasil. O Itaú se destaca pela eficiência tecnológica e pela capacidade de manter um ROE (Retorno sobre Patrimônio) elevado. A indicação da XP Investimentos é de compra atualmente e segundo a XP:
“Atualizamos nossas estimativas para o Itaú Unibanco (ITUB4), considerando os resultados mais recentes, o guidance para 2025 e as expectativas macroeconômicas. Como resultado, introduzimos nosso preço-alvo para 2026 de R$ 45,0 por ação (ante R$ 43,0 por ação). O Itaú tem sido bastante enfático sobre sua transformação digital e cultural. Esses investimentos levaram o banco a apresentar os melhores índices de inadimplência (NPLs), índice de eficiência e retorno sobre patrimônio (ROE) entre os bancos incumbentes no Brasil. (…)”
2. Vale (VALE3)
Além disso, a Vale é pode ser escolha tática para quem busca exposição ao mercado global. Como o minério de ferro é uma commodity essencial para a infraestrutura global, a empresa se beneficia da demanda contínua da China e de mercados emergentes. Atualmente, a recomendação da XP para a ação é neutra.
De acordo com a XP:
“Em novembro de 2025, atualizamos nossas estimativas para a Vale (recomendação neutra), ao mesmo tempo em que introduzimos um preço-alvo para 2026 de R$ 71,00/ação (+8% vs. preços atuais). Observamos recentes desenvolvimentos positivos na história do equity da Vale (ADRs +50% no acumulado do ano): (i) operacionalmente, a flexibilidade do portfólio da empresa permitiu que ela se adaptasse melhor às condições de mercado mais fracas na China; com (ii) estratégia de alocação de capital clara e limpa, bem equilibrada entre projetos de crescimento (especialmente do lado do cobre) e remuneração aos acionistas, com balanço patrimonial atual e perfil de geração de caixa implicando espaço para dividendos extraordinários. Dito isso, nossa análise de correlação commodity vs. equity indica que o gap de valuation em relação aos preços do minério de ferro foi fechado, com a Vale agora precificando os preços do minério de ferro em ~US$ 102 (vs. ~US$ 100/t spot), revertendo o desconto que estava negociando no início do ano. À medida que continuamos a ver os preços do minério de ferro tendendo para ~US$ 100-95/t para 2026E, o recente desempenho positivo das ações limita nossa upside adicional na Vale.”
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3. Allos (ALOS3)
Ademais, o setor de shoppings deve ser uma das grandes surpresas positivas para 2026. A Allos (fruto da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls) consolidou-se como a maior operadora de shoppings da América Latina. A recomendação atual é de compra. De acordo com a XP:
“Em Outubro/25, atualizamos nossas estimativas para a Allos (ALOS3), ajustando nosso preço-alvo para R$ 32.00 (anteriormente R$ 27/ação), mantendo nossa recomendação de compra. Nossa recomendação de compra se baseia em (i) crescimento do aluguel/m² após renegociação de contratos favoráveis em 2026, o que deve contribuir para um crescimento de receita, (ii) maior representatividade das receitas de serviços, a partir do ramp-up da Hello, e (iii) crescimento do FFO/ação em 2026, suportado pelas recentes recompras feitas pela Allos. Ainda que mantenhamos nossa preferência por Iguatemi e Multiplan, em nossa visão a Allos oferece boa capacidade de pagamento de dividendos olhando para a frente.”
O cenário macroeconômico e as ações para 2026
Os possíveis catalisadores para a Bolsa de Valores (Ibovespa) no próximo ano podem ser o ciclo de juros, o risco fiscal e as eleições presidenciais. O mercado financeiro projeta os primeiros cortes da taxa Selic em 2026. Além disso, a queda dos juros básicos tende a ser um fator positivo para a renda variável, estimulando a migração de capital que hoje está na renda fixa para o mercado de ações.
A disciplina com as contas públicas (risco fiscal) será crucial para a performance do mercado. Empresas que dependem menos de subsídios governamentais e que possuem uma gestão fiscal robusta tendem a apresentar um desempenho superior.
Sobretudo, as eleições presidenciais devem aumentar a volatilidade do mercado no segundo semestre. Para navegar neste período de incerteza, setores defensivos como Utilities e Bancos são considerados o “porto seguro” ideal para proteger a carteira.
Diversificação sempre
Por fim, para ter sucesso com as ações em 2026, é importante não tentar prever o ponto mais baixo ou mais alto do mercado. Portanto, a estratégia ideal inclui diversificação setorial, combinando companhias exportadoras (sensíveis ao dólar) com empresas focadas no mercado interno (sensíveis aos juros), e um foco no Dividend Yield. Além disso, as estratégias de investimento devem estar alinhadas ao objetivo e perfil do investidor.
Ressaltamos que este texto serve somente como informação e não deve ser considerado como uma recomendação para comprar ou vender ativos de nenhuma natureza.
Antes de investir, é importante consultar um especialista. Preenchendo o formulário abaixo, um assessor da iHUB Investimentos, empresa parceira do iHUB Conteúdos, poderá te ajudar a construir uma carteira ideal para o seu perfil.